Resumo
E-commerce B2B é a venda online de uma empresa para outra empresa, como a indústria ou o distribuidor que vende ao lojista. No atacado brasileiro, ele funciona como um portal fechado: o comprador se cadastra com CNPJ, a loja aprova o acesso e ele passa a ver o preço negociado, o pedido mínimo e as condições de pagamento, como boleto a prazo 30/60/90. A mesma plataforma pode atender o atacado e o consumidor final com um estoque só, desde que separe preço, catálogo e regras por tipo de cliente.
Durante muito tempo, vender no atacado significou representante na rua, pedido em planilha e conferência pelo WhatsApp. O comprador pedia a tabela, o vendedor mandava um PDF, o pedido voltava por foto ou áudio e alguém digitava tudo no sistema. Funciona enquanto a carteira é pequena. Quando ela cresce, aparecem o erro de digitação, o preço desatualizado e o pedido que entra sem estoque.
O e-commerce B2B organiza esse processo. O comprador entra sozinho, vê o próprio preço, monta o pedido e escolhe a condição de pagamento. A equipe comercial deixa de digitar e volta a vender.
O que é e-commerce B2B
B2B vem do inglês business to business: venda de empresa para empresa. E-commerce B2B é a loja virtual feita para esse comprador, que compra para revender, para usar na operação ou para transformar o produto. Exemplos comuns no varejo brasileiro: a confecção que vende para lojas de roupa, o distribuidor de cosméticos que atende salões e perfumarias, a fábrica de utilidades domésticas que abastece mercados e a distribuidora de autopeças que vende para oficinas.
A diferença para a loja comum está nas regras. No B2C, qualquer visitante vê o mesmo preço e compra uma unidade com cartão ou Pix. No B2B, o preço depende de quem compra, existe quantidade mínima, a compra é em volume e o pagamento costuma ser a prazo.
Como funciona a venda online no atacado
Um portal B2B bem montado segue a lógica do atacado físico. Cada etapa abaixo substitui uma tarefa que hoje costuma ser manual.
Cadastro e aprovação de CNPJ
O comprador pede acesso informando o CNPJ, e a plataforma preenche os dados da empresa automaticamente, o que reduz cadastro errado. A loja analisa o pedido e aprova. Só depois disso o comprador vê os preços de atacado. Esse filtro protege a tabela e evita que o consumidor final compre pelo preço da revenda.
Na finalização, o pedido registra razão social e inscrição estadual, dados que o ERP usa para emitir a nota fiscal.
Tabela de preço por cliente
No atacado, preço é negociação. Um distribuidor grande tem condição diferente de uma loja de bairro, e uma rede com várias unidades pode ter preço próprio por filial. Por isso a plataforma precisa aceitar listas de preço vinculadas a cada empresa, com desconto por faixa de quantidade. O comprador entra e já vê o valor dele, sem pedir tabela.
Muitas empresas também liberam um catálogo exclusivo por cliente. A rede de farmácias vê só as linhas que tem em contrato, e a loja de moda vê só a coleção que comprou na feira.
Pedido mínimo
O pedido mínimo cobre o custo de separar, faturar e enviar. Ele costuma ser um valor por pedido, como R$ 1.500, e deve ser checado no checkout, antes de o pedido entrar. Assim a equipe não precisa ligar para o cliente pedindo que complete a compra.
Pedido rápido por SKU e compra em grade
O comprador de atacado sabe o que quer. Ele não navega pela vitrine, ele digita códigos. O pedido rápido por SKU permite informar os códigos e as quantidades e mandar tudo ao carrinho de uma vez.
Na moda e nos calçados, a compra é por grade. Em vez de abrir cada tamanho, o comprador digita quantas peças quer de cada variação e leva tudo junto: 4 do P, 6 do M, 6 do G e 2 do GG, por exemplo. Para quem repõe sempre os mesmos itens, a recompra repete um pedido anterior em um clique.
Boleto a prazo 30/60/90
O lojista que compra para revender quer vender antes de pagar. Por isso o boleto em 30, 60 e 90 dias é a condição clássica do atacado brasileiro. A política de crédito continua sendo uma decisão comercial da empresa: quem compra a prazo e em quais condições. O portal oferece a opção no checkout, ao lado do Pix e do cartão para quem prefere pagar à vista, muitas vezes com desconto.
B2B e B2C: o que muda na prática
Os dois modelos usam o mesmo produto e, muitas vezes, o mesmo estoque. O que muda são as regras de acesso, preço e pagamento.
| Aspecto | B2C (consumidor final) | B2B (atacado) |
|---|---|---|
| Quem compra | Pessoa física, com CPF | Empresa, com CNPJ e inscrição estadual |
| Acesso | Aberto a qualquer visitante | Cadastro aprovado pela loja |
| Preço | Igual para todos, com promoções | Por cliente, por lista ou por volume |
| Quantidade | Unidade | Volume, grade ou caixa fechada |
| Pedido mínimo | Raro | Comum, validado no checkout |
| Pagamento | Pix, cartão parcelado e boleto à vista | Boleto 30/60/90, Pix e cartão |
| Forma de comprar | Vitrine e busca | Pedido rápido por SKU e recompra |
| Relacionamento | Compra pontual ou recorrente | Recorrente, com vendedor responsável |
Como operar B2B e B2C no mesmo estoque
Muitas indústrias e distribuidores vendem para os dois públicos. O erro comum é montar duas operações: uma loja para o consumidor, outra ferramenta para o atacado e uma planilha para conciliar o estoque. O resultado é o mesmo item vendido duas vezes e a ruptura que ninguém viu a tempo.
O caminho mais seguro é um catálogo e um estoque para todos os canais, com regras diferentes por tipo de cliente:
- Um cadastro de produto com SKU, variações, fotos e dados fiscais, usado pela loja, pelo portal B2B, pelo PDV e pelo marketplace.
- Saldo único por local: cada venda, de qualquer canal, baixa o mesmo estoque.
- Disponibilidade por canal: um item pode ficar só no atacado, só no varejo ou nos dois.
- Preço por público: o consumidor vê o preço de varejo e a empresa aprovada vê o preço da lista dela.
- Estoque por depósito, quando o atacado sai de um centro de distribuição e o varejo de outro, com divisão automática do pedido.
- Pedidos dos dois públicos na mesma gestão, com tags e filtros para organizar a expedição.
Para quem trabalha com alimentos, cosméticos ou suplementos, o controle por lote e validade com baixa FEFO (o primeiro que vence é o primeiro que sai) garante que o lote mais antigo saia antes, tanto no atacado quanto no varejo.
O que avaliar numa plataforma B2B
Antes de escolher, separe pedidos reais dos seus clientes e teste cada um na plataforma. Os pontos abaixo separam uma operação pronta para o atacado de uma loja comum com um desconto a mais.
- Cadastro com CNPJ e aprovação pela loja, com preenchimento automático dos dados da empresa.
- Listas de preço por cliente e por faixa de quantidade, sem duplicar produto.
- Empresas com várias unidades, cada uma com contatos e condições próprias.
- Catálogo exclusivo por empresa ou por unidade.
- Pedido mínimo validado no checkout.
- Pedido rápido por SKU, compra em grade e recompra em um clique.
- Boleto 30/60/90, Pix e cartão no mesmo checkout, com CNPJ e inscrição estadual no pedido.
- Estoque único com a loja de varejo, o PDV e o marketplace.
- Integração com o ERP para catálogo, estoque e nota fiscal.
- Pedido assistido: o vendedor monta o carrinho e envia ao cliente um link de pagamento.
- Atendimento no WhatsApp ligado ao CRM, para a equipe comercial acompanhar cada conta.
Pergunte também como funciona a migração. Importar o catálogo por planilha e redirecionar os endereços antigos no Google evita recomeçar do zero.
Erros comuns ao levar o atacado para o online
- Abrir o portal sem aprovação de cadastro e expor o preço de revenda.
- Manter uma tabela em PDF paralela ao site. Uma das duas fica desatualizada.
- Obrigar o comprador a navegar produto por produto quando ele quer digitar códigos.
- Separar o estoque do atacado em outra ferramenta e conciliar à mão.
- Tirar o vendedor da relação. No B2B, o portal apoia o vendedor e não substitui a conversa.
O representante continua importante. O portal tira dele a digitação e a conferência e devolve tempo para visitar cliente, apresentar lançamento e negociar volume.
Como a Varejo Hub atende o atacado
A Varejo Hub é uma plataforma de comércio unificado para o varejo, e o Portal B2B faz parte dela. Ele reúne cadastro de revendedor com preenchimento pelo CNPJ e aprovação pela loja, empresas com unidades e contatos, listas de preço por volume aplicadas por empresa, catálogo exclusivo, pedido mínimo, pedido rápido por SKU, compra em grade, recompra de pedido e boleto 30/60/90.
O portal usa o mesmo catálogo, o mesmo estoque e a mesma gestão de pedidos da loja virtual, do PDV e do Mercado Livre. A integração com Bling e Tiny sincroniza catálogo, estoque e notas fiscais, e a nota continua sendo emitida pelo ERP. Para a equipe comercial, o pedido assistido gera o link de pagamento, e as conversas do WhatsApp entram no CRM com funil e oportunidades.
A lista completa de módulos está na página de recursos, e os planos mostram o que entra em cada faixa de operação.
Perguntas frequentes
O que é e-commerce B2B?
É a venda online de uma empresa para outra, como a indústria ou o distribuidor que vende ao lojista. O comprador tem CNPJ, acessa um portal aprovado pela empresa e compra em volume, com preço negociado, pedido mínimo e condições de pagamento do atacado.
Qual a diferença entre e-commerce B2B e B2C?
No B2C, o consumidor final compra uma unidade pelo mesmo preço que qualquer visitante vê. No B2B, quem compra é uma empresa aprovada, o preço depende do cliente ou do volume, existe pedido mínimo e o pagamento costuma ser a prazo, como boleto 30/60/90.
Como vender no atacado pela internet só para quem tem CNPJ?
Use um portal B2B fechado, em que o comprador pede acesso informando o CNPJ e a loja aprova o cadastro. Só depois da aprovação ele vê os preços de atacado. Assim a tabela de revenda não fica exposta ao consumidor final.
Dá para vender no atacado e no varejo na mesma loja virtual?
Sim, desde que a plataforma separe preço, catálogo e regras por tipo de cliente e use um estoque único. O consumidor vê o preço de varejo, a empresa aprovada vê a lista dela, e qualquer venda baixa o mesmo saldo.
Como oferecer boleto a prazo 30/60/90 no e-commerce B2B?
A plataforma precisa ter o boleto parcelado como opção no checkout do portal B2B, ao lado de Pix e cartão. Quem decide para quais clientes e em quais condições liberar o prazo é a política comercial da empresa.
O que é pedido rápido por SKU?
É uma tela em que o comprador informa os códigos dos produtos e as quantidades e envia tudo ao carrinho de uma vez. Atende o comprador de atacado, que já sabe o que quer e não precisa navegar pela vitrine.
Preciso de ERP para ter um e-commerce B2B?
O ERP é quem emite a nota fiscal do pedido de atacado. Na Varejo Hub, a integração com Bling e Tiny sincroniza catálogo, estoque e notas fiscais, e a situação do pedido no ERP aparece no painel.
Conheça na Varejo Hub